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Egan Bernal: o colombiano que ganhou o Tour de France

O Tour de France é o evento central no mundo do ciclismo. A bicicleta surgiu como um brinquedo de madeira, há mais de 200 anos. Embora bastante inovador para a época, era um objeto ainda sem muitos ajustes e possibilidades. Passou por diversas mudanças e recebeu sistemas mais modernos e tecnológicos, até se tornar a “magrela” que conhecemos hoje, versátil e poderosa.

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Com ela, todo mundo se diverte; alguns a usam como meio de transporte, outros ganham a vida com ela, como é o caso dos ciclistas profissionais. A corrida de bicicleta, ou melhor, o ciclismo é um dos esportes mais antigos do mundo, presente desde o primeiro evento dos Jogos Olímpicos! Mas sua importância foi consagrada em 1903, quando surgiu a competição que viria a ser uma das mais importantes e disputadas do mundo: a Tour de France.

O grande do ciclismo colombiano

Grandes ciclistas já disputaram o torneio ao longo de sua história, mas, atualmente, um colombiano tem realizado pedais cada vez mais espetaculares e se destacado no cenário mundial do esporte. Até que, neste ano, durante a 106ª edição do Tour, ele se tornou o primeiro sul-americano a ganhar a competição. Seu nome? Egan Bernal. 

Quem é Egan Bernal?

Com apenas 22 anos, Egan já acumula notáveis feitos em sua carreira. Começou no ciclismo de estrada e, depois, migrou para o mountain bike (MTB), modalidade na qual conseguiu triunfo em diversas categorias. Principais disputas em que esteve no pódio: Campeonato Pan-Americano (2013), Campeonato Mundial de Ciclismo de Montanha (2014), Copa Internacional de MTB (2015), Volta de San Luis Sub-23 e Tour de l’Avenir (2017) e Tour da Colômbia e Tour da Califórnia (2018).

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Em 2019, além da vitória histórica na Volta da França, ele também se consagrou como o mais jovem campeão do torneio. Só a título de comparação, o último a ganhar com essa idade foi o francês François Fabe, em 1909!  

Ciclismo na América do Sul

Embora os Estados Unidos e a Europa como um todo respirem o esporte e tenham a maior quantidade de ciclistas – especialmente amadores –, países da América do Sul, como Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai também possuem destaque na modalidade, que vem se expandindo a cada ano.

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Diversos fatores contribuem para o aumento no número de amantes e praticantes do esporte. Por exemplo: criação de mais ciclovias, melhoria da qualidade das estradas, aumento do interesse de patrocinadores, avanço da medicina esportiva, entre outros. Mas podemos dizer que, por ser um item prático e com modelos para todos os perfis e bolsos, a bicicleta acaba tendo maior poder de popularização. Sem contar que é um bom investimento para aqueles que buscam ter mais qualidade de vida e se importam com a questão da sustentabilidade. 

Latino-americanos no Tour de France

Por aqui, o ciclismo já teve ótimos representantes nas maiores provas ao redor do mundo, mas, atualmente, fica em evidência nas ruas, arenas e velódromos em disputas como os Jogos Olímpicos Sul-Americanos, o Tour do Rio (a maior dessa parte do continente), o Tour de San Luis, o Tour da Colômbia, entre outros.

Se levarmos em consideração o âmbito global, a edição 2019 do Tour de France foi histórica, pois contou com a presença de três latino-americanos – todos colombianos – no top 10 da classificação: Egan Bernal, Rigoberto Urán e Nairo Quintana, sendo este último considerado um dos maiores ciclistas latinos da atualidade.

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Em relação aos brasileiros, não poderíamos deixar de citar o já aposentado Mauro Ribeiro. O ciclista foi o primeiro brasileiro a ganhar uma etapa do Tour de France (1991). Dos atletas que ainda estão na ativa e fazem um trabalho relevante, temos Murilo Fischer, único brasileiro a completar três vezes a Volta da França.

Mercado da bicicleta no Brasil

As pesquisas sobre ciclismo no Brasil nunca foram expressivas até 2018, quando saiu o estudo “A Economia da Bicicleta no Brasil”, realizado pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ (LABMOB) em parceria com a instituição Aliança Bike. Veja alguns números:

  • Durante as crises de 2008 e 2013, a indústria nacional da bicicleta se manteve estável e, em alguns momentos, até apresentou certo crescimento;
  • Em 2015, 5.1 milhões de bicicletas foram fabricadas, gerando uma receita de mais de R$ 720.3 milhões;
  • Em 2016, o varejo de bike gerou receita de R$ 15 milhões, empregando 13 mil pessoas;
  • Em termos de políticas públicas, até hoje, investiu-se R$ 1.2 milhão para criação de 3.8 mil quilômetros de ciclovias espalhadas pelo país.

A análise pode ser considerada promissora! Ainda mais quando entendemos que o aumento do mercado e do esporte no Brasil só traz resultados positivos para a saúde dos praticantes, o turismo e a economia locais e a expressividade esportiva brasileira no exterior.